Não entendo como um meio drow está aqui e cooperando com os outros seres, mas por enquanto vou me unir a eles, até porque a missão deles aparenta ser nobre e não me deram motivo algum para eu duvidar da veracidade da mesma. Aparentemente o meio drow não foi muito comigo, mas isso é de se esperar.
Durante a volta, vimos um tipo de calendário estelar entalhado em pedras preciosas de forma tão espetacular que o próprio Barundar dizia ser uma obra prima da mais alta qualidade que ele já viu em sua vida inteira e possivelmente será a maior do resto dela. Não conseguimos estabelecer a data que estava sendo representada no calendário, mas ficou como marco tal local para nós.
Além disso, vimos um poço ainda não explorado aonde tudo era escuro e malévolo. Parecia que o próprio mal se empossava daquele lugar... Os meus companheiros me diziam que varias aparições estavam rondando aquele lugar e que possivelmente lá estaria o livro e o elmo, dado que foi o único lugar que restou para se explorar, eu concentrei para sentir o mal e vi que realmente la embaixo existia um ser morto vivo mau e MUITO poderoso.
Descobri que eles são uma ordem de Halruaa de aventureiros chamada "A Ordem da Flâmula Eterna", até gostei do nome, me lembra do sol e reflete o tempo do mesmo, que parece infindável. Promissor!
Mais ainda, eles falaram o que cada um deles realmente fazia da vida:

O anão é um paladino de Moradin, desconfiei desde o inicio que ele era ligado a algo divino e como Moradin é o maior dos Deuses do Panteão Anão, só podia ser isso, seu nome é Barundar.

O humano em roupas de Halruaa sem armaduras é um mago da cidade, aparentemente ele é o que eu poderia chamar de líder do grupo, sempre tomando as decisões e mandando alguém fazer algo, seu nome é Theeran.

O humano de armaduras medianas se chama Vael, é o protetor de Theeran e é da mais alta ordem de guerreiros de Halruaa, os Cavaleiros Draconianos, imagino que Theeran tenha mais importância do que eu imaginava.

O meio drow se chama Gortx , aparentemente ele é algum tipo de mago de Dambrath sob a coleira dos magos de Halruaa para aprender a arte da necromancia sem causar mal a ninguém de Halruaa.
O guerreiro sem armadura se chama Zorastran, ele é um guerreiro de patente baixa de Halruaa, os monges, mas ele tem algo de diferente, pois usa uma corrente com pontas. Nenhum monge de Halruaa treinava com isso, ao menos que eu tenha sabido... Muito estranho...
O genasi, ah sim, o genasi do fogo. A criatura que tem o estereótipo de ser conhecida como completamente caótica. Esse se chamava Iganthor e por incrível que pareça, ele se comportava de forma até civilizada! Ele parece ter sido trago do plano dele para o nosso pelos magos de Halruaa e ter o poder de lidar muito bem com espíritos. Os magos de Halruaa deram uma certa liberdade a ele após adestrá-lo aos modos mundanos e aparentemente ele foi chamado por conta do excesso de espíritos nas montanhas de Halruaa e para lidar com eles.
De qualquer maneira, fomos descansar e eu fui pedir auxílio ao meu Deus e eu tive respaldo divino, mas não obtive respostas objetivas. Entretanto, o poder divino ainda corre pelo meu âmago e pode ser utilizado com eficácia.
Adentramos no outro dia após descansar e fomos direto ao poço do inferno negro (forma como mentalizei o local), antes de descer, invoquei todos os poderes de proteção contra o mal e contra tudo que pudesse nos atrapalhar e somente então descemos todos.
Argh, o teor do mal, tudo aqui me faz sentir péssimo... Invoquei intensamente o poder de Amaunator para consagrar o lugar e dissipar tudo em volta, mas de nada adiantou... Será que realmente o poder de meu deus estaria tão fraco assim ou o mal adentrou de tamanha maneira aqui que nem mesmo o poder de Amaunator canalizado por mim seja capaz de livrar o local ainda?
Ouvi o sarcasmo na voz maldita dos seres do abismo dizendo "terreno maldito, desacrado e impuro, nosso terreno!!”, malditos sejam! Tentei em nome de Amaunator mandá-los de volta ao abismo, mas nenhum foi destruído ou sequer medo sentiu. A raiva corre no meu ser de forma tão profunda que preparo o maior dos meus poderes para o futuro próximo.
Todos os outros membros foram se utilizando suas magias, habilidades e técnicas, mas quando Ighanthor desceu quase todos os mortos vivos foram sumindo como por medo enquanto outros foram sendo destruídos na base da força dos meus aliados! Descemos ainda mais e lá encontramos duas aparições e um morto-vivo branco, que demônio é esse? Relembrando todos meus ensinamentos religiosos e sobre os mortos vivos, lembrei seu nome, Wigth.
Um morto vivo bem poderoso, Theeran começou a entoar palavras arcanas que eu desconhecia completamente e vários seres formados por engrenagens começaram a aparecer: um escorpião, uma abelha, um bisão, e ele mandou tudo contra o demônio branco. Eu estou no meio do grupo mais diversificado possível, impossível de não vencermos contra todo mal!
Para o susto de todos, o demônio começou a socar todo aquele amontoado de seres e só se via tudo virando sucata numa pilha de engrenagens e a gente não sabia se estava vencendo ou perdendo, mas ainda existiam as duas aparições SAFADAS que estavam atacando pelo chão! E ai então liberei o maior segredo de Amaunator, A Grande Luz do Sol, que destruiria completamente todos os mortos vivos ao meu alcance de poder mas NENHUM DELES foi destruído!
Ficou a cargo dos meus aliados destruirem completamente todos os inimigos e assim resgatarmos os itens. Senti-me um completo inútil e não entendi o porquê de eu não ser poderoso suficiente para acabar com os seres malévolos, certamente aquela área era por demais negativa para a canalização dos poderes de Amaunator através de mim ainda... Bom, segui a caminho de Halruaa junto com os meus novos companheiros e vendo o que aconteceria até lá...

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