E depois de toda preparação para adentrarmos no pântano, começamos nossa viagem. Pedi visões do futuro sobre a periculosidade de nossa missão nas próximas 4 horas e tudo que obtive foi uma sensação de tranqüilidade que percorreu meu corpo. Ótimo, nada grave.
Depois de alguns dias de viagem, visualizamos um grupo à uma distância considerável, notamos que eles estavam seguindo para o norte e evitamos entrar no seu trajeto dado que estávamos indo para o sul. Passou pela nossa mente se eles não estariam indo para o templo de onde saímos da ultima vez...
Continuando a viagem, começou uma chuva torrencial extremamente forte e chegamos perto de uma vila num vale toda destruída, com portas arrombadas. Pela primeira vez na minha vida eu vi o Grotx ir à frente de alguma coisa, me disseram que ele sempre era o covarde do grupo, como todo drow... Ele de alguma forma se movia muito rápido e se fez de batedor do grupo. Ele voltou tão repentinamente quanto sumiu para fazer o papel que ele mesmo se deu e veio dizendo que a vila estava toda vazia com exceção de uma mulher e uma criança que chorava muito.
Tomei a frente diante dessa situacao apertando o passo e fui ver onde estavam estes dois seres. A casa em que eles estavam era por demais escura e então invoquei um dos meus poderes mais simples para dar claridade dentro da sala e assim não cairmos em nenhuma armadilha, se é que existia. A mulher ficou super assustada, largou o filho e saiu correndo pela janela...
Theeran foi atrás dela, a capturou e trouxe de volta enquanto eu arrumava um jeito de deixar o filho dela quieto e calmo no berço dele. Ela rapidamente pegou o filho e ele imediatamente parou de chorar. Eu vi que eles não comiam há dias, eu deixei duas de minhas rações com eles, perguntamos o que aconteceu e ela disse que três dias atrás apareceu um homem da vila deles falando sobre um templo aonde tudo seria melhor e com isso angariou seguidores e quem se recusou a ir, foi canibalizado pelos outros, ela sobreviveu pela forca do destino e dos punhos e pés dela mesma.
Doamos para ela nossa mula para que ela fosse até os portões de Halruaa e conseguisse abrigo lá e descrevesse a situação para os chefes da torre e Bartira, caso fosse necessário, tomasse alguma atitude.
Dali em frente, seguimos até a cidade dos Homens Lagarto; Nós descobrimos suas trilhas de patrulha e eu fui para uma caverna preparar uma zona de interrogatório enquanto o resto do grupo foi capturar os patrulheiros para serem interrogados. Algumas horas depois e alguns barulhos de batalha, eles voltaram com 2 guerreiros e um clérigo habitantes da cidade.O clérigo estava charmed por uma das magias de Theeran e entrou no circulo de zona da verdade que eu tinha criado para garantirmos veracidade em suas respostas.
Ele nos disse sobre mudanças repentinas que estavam ocorrendo no sul, nos pântanos e tudo mais, mas as informações mais importantes, somente uma Naga que eles reverenciavam poderia dar. Theeran e Gortx se dispuseram a ir ate a cidade dos homens lagarto dado que o meio drow era visto como amigo pelos lagartos e ainda por cima ser de uma casa nobre de Dambrath.
Horas depois, eles voltaram com várias informações sobre o pântano e por onde deveríamos seguir e um acampamento de lagartos estava nos esperando com um líquido que nós teríamos que beber. Após bebermos, a única coisa que eu me lembro era de ter ido até as proximidades da cidade dos homens lagarto e nada mais... Que estranho, estou com tudo dolorido... Parece que andei há dias sem descansar... Vael??? O que você está fazendo aqui? E como chegou tão rápido? Ahhhh sim, você veio voando com um sphinx??? E a gente estava possuído???
Argh, cada hora isso fica mais estranho, mas... OLHA, estamos perto do pântano! Ao menos isso! Theeran foi escoltar a área para descobrir o que ronda por ali, esperamos um tempo e descansamos em sua casa mágica (e que magia útil, como é bom poder ter uma casa para descansar sempre e confortável com servos). Depois Theeran voltou falando que encontrou um Trent vasculhando o pântano como se procurasse algo.
Vael, como um homem de ação, resolveu fazer uma exploração no pântano junto com Zorastran enquanto o paladino não chegava. Eu não vi como eles poderiam sobreviver num lugar daqueles sozinhos e resolvi ir junto para auxiliar no que pudesse. Iganthor falou que poderia fazer apenas uma coisa por nós três e nos encheu de tamanho ímpeto que eu me senti como se tivesse a resistência de um gigante e a força de vários guerreiros em mim.
Dali em diante, durante a exploração, Zorastran foi mordido por uma centopéia gigante, mas que TAMANHO de boca essa centopéia tinha, credo, agi rapidamente sobre ferimento implorando a clemência de Amaunator e sua ferida rapidamente foi sumindo. Logo depois avistamos o Trent, mas aquilo não era simplesmente uma árvore que se movia e grande. Era uma aberração misturada com vinhas assassinas como que raízes que atacavam constantemente.
Antes de entrarmos em combate, pedi ajuda aos meus companheiros para completar minha armadura celeste para ir com toda a forca de defesa e ataque do meu Deus. Após isso, pedi sua benção para prevalecermos contra todo tipo de mal contra nós. A aberração veio correndo em direção a gente e Vael como um guerreiro em todo seu frenesi e completa audácia[ou loucura] tentou dar um encontrão no monstro. Ele falhou miseravelmente e quase caiu no chão, rapidamente a Aberração se aproveitou, o atacou e acertou, entretanto, Vael resistiu muito bem. Eu fui para seu flanco e começamos a atacar a criatura que insistentemente atacava Vael e a mim.
A maldita era imune a fogo, mas não ao impacto da Maça do meu Deus e da espada de Vael, muito menos com a benção de Amaunator nos defendendo frente à ela. Depois de vários minutos de combate, Vael quase ser preso pelas vinhas, mas com sua forca ele mesmo se desprendeu e voltou ao combate; e eu perder minha Maça, mas Zorastran hábilmente a pegou e devolveu a mim no mesmo instante, mesmo com isso tudo, no fim, conseguimos prevalecer. A vitória foi tão espetacular que eu e Vael batemos nossos escudos como em uma pose de imponência e alegria de fim de uma boa batalha.
A vinhas só morreram mesmo quando Vael tacou tanto fogo que elas não foram capazes de resistir. Depois pegamos lascas da aberração e pedaços da vinha para futura análise ou talvez para servir de componentes mágicos para os magos, não sei bem a utilização disso, mas no pior das hipóteses, serve de recordação de uma grande batalha vencida por conta do poder de Amaunator nos resguardando e pela forca de vontade e física de um grupo convicto.
Voltamos à casa mágica de Theeran, relatamos a história, falamos que não encontramos nada dentro do ser nem próximo a ele mas que ao menos era uma aberração a menos non mundo. Theeran falou que na verdade aquilo era uma Árvore Negra, fruto de uma falha catastrófica nos experimentos mágicos de alguns magos em Halruaa do passado, e pior, eram seres conscientes de suas maldades e são REALMENTE demoníacos. Fiquei ainda mais feliz, menos um demônio aberrante na terra!
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