domingo, 8 de junho de 2008
domingo, 1 de junho de 2008
Planejamento, Dragões , Armações, Vingança e auxílio Divino...
Depois do relato sobre a batalha contra as Árvores Negras, começamos a discutir qual seria a melhor tática. Theeran insistiu em ficar fazendo divinações sobre o local para localizar o Aboleth e o que mais estivesse por ali circulando. Enquanto isso uma parte do grupo foi procurar os homens lagartos que, em teoria, ficavam por ali também mas dessa vez foi um grupo com mais furtividade do que eu e Vael.

Enquanto esse grupo foi lá procurar os homens lagarto, Theeran descobriu uma cidadela no fundo do pântano, e lá pra perto do mar uma construção estranha que ficava até acima do mar aparecendo e daí ele viu Abehulks servindo como generais dos escravos do Aboleth que carregavam e entravam com coisas nessa construção. Um deles foi caminhando até as bordas do pântano, na direção da maior cidade Crinti de Dambrath, e encontrou a princesa da família imperial da cidade dando tributos para o Abehulk levar para o Aboleth pelo visto. Mas pelo que o Grotx falou, (ele era nosso tradutor), a princesa lá estava dando tributos com ódio nos olhos.
Ela inclusive perguntou sobre "e os nossos outros assuntos, como estão?”, e o abehulk respondeu que ainda não estavam maduros o suficiente. Eu não entendi até que os membros mais antigos da ordem começaram a questionar se não seriam os Phaerins...
O grupo de reconhecimento voltou e com um goblin capturado para servir de guia até a vila goblin dele, claro que ele não queria, mas com os poderes arcanos de Theeran, ele foi convencido e levou Theeran até lá. Theeran descobriu que os homens lagarto eram inimigos dos goblins e conseguiu algum tipo de passagem livre ou quase, para matar e capturar os lagartos. Além disso, descobriu que os goblins reverenciam o Dragão Negro do pântano e mandou uma mensagem pro mesmo no intuito de termos um "aliado" contra os crintis, o Aboleth e suas crias de "Phaerins".
Nesse dia ouvimos vários cochichos entre as árvores do pântano e depois de algum tempo, ouvimos três Árvores Negras gritando em direção a nossa casa "Assassinossss". Árvores Negras malditas chamando a gente de assassinos? Vão todas cair também! Esse inferno não tem fim? Com todos do grupo unidos agora as árvores não teriam nem chance! Esse pensamento baixou nossa guarda, eu e Vael até que nos seguramos bem, mas nosso amigo genasi foi esmagado por uma das árvores de uma só vez e virou apenas pedaços espalhados no chão.
A fúria nos uniu ainda mais e continuamos a atacar as árvores até que uma me agarrou e tentou me morder! Por sorte ou intervenção divina ou ambos, a árvore caiu exatamente na hora que ela iria me devorar, pois seus dentes estavam por arranhar minha armadura toda. Voltamos a batalha e vencemos, mas não antes de uma das árvores atacar Barundar e nosso paladino morrer bravamente em combate. Foi um dia ruim, três aberrações por um companheiro dos Deuses e um aliado do fogo.
O corpo do paladino foi fácil de manter, eu invoquei o poder do meu Deus para preservar o corpo dele. Já com o de Ighantor tivemos mais problemas para juntar, o crinti parecia estar feliz com a situação dado que nossa maior ligação com os deuses tinha caído. Do nada começamos a ouvir uma voz de um ser que se movia de forma extremamente rápida, parecia um elemental do vento como de Theeran, mas ele nos convidava a ir conhecer seu mestre de uma forma um tanto macabra. Aquela aura de estranheza parou o ar, ele ficou rondando nós e a nossos aliados caídos falando que as coisas não precisavam ser que nem aconteceram com eles. No fim, recusamos e ele se foi, Theeran suspeitou que ele deveria ser o familiar do Aboleth.
Decidimos que deveríamos ir embora, Theeran invocou a casa de novo, a levitou e a fez ir voando ate Halruaa através de elementais do ar que ele invocava para empurrar a casa.

Eu, Vael e Barundar ficamos, pois a tutora de Vael, Ophonibeau, apareceu: uma dama linda com um véu cobrindo seu rosto, ela falou que viu a batalha e veio até nós falando o quanto lamentava a queda do paladino, mas que nada poderia fazer, até que ela parou, pensou de novo e mandou que a gente esperasse, talvez ela conhecesse alguém que pudesse ajudar.

Oito dias depois, no nascer do sol, junto com minhas orações diárias para Amaunator, um dragão serpenteando o sol veio descendo, reluzindo ainda mais o que já era dourado e com um anão cavalgando-o. O dragão era a tutora de Vael, dado que ele a chamava pelo mesmo nome! Mas o anão que desmontou veio meio que incrédulo, vestia roupas clericais, símbolo de Moradin bem visível, um grande martelo com várias runas e sem pestanejar perguntou o que houve. Logo depois do relato, começou a acionar as runas do seu grande martelo e Barundar era trago de volta pelo clérigo.

O mesmo começou a questionar tudo com Barundar em língua anã e ninguém entendendo nada, só vendo o rosto do clérigo ficando vermelho, rubro, quase como uma espada queimando na forja. Ele começou a literalmente cuspir culpas em Halruaa e falando que isso era por nossa conta, muito se explicava agora sobre o que acontecia no norte e que certamente devia ser culpa nossa também...
Eu realmente não entendi nada e Vael só coube o sarcasmo de dizer que "será que vocês anões não cavaram fundo demais?”, o clérigo resmungou com Barundar e mandou literalmente o dragão fazer alguma coisa na sua língua anã. O dragão somente disse: "eu não entendo sua língua anão, ela é somente sua", então o anão resmungou de novo e disse "ME LEVE DE VOLTA PARA CASA".
Voltamos para Halruaa todos felizes com a volta de Barundar enquanto o mesmo ia pedindo desculpas pelo comportamento do seu clérigo falando que era coisa de gente velha e tudo mais. A gente deixou de lado, pois tínhamos nosso paladino e amigo de volta, o lado bom do grupo permanecia intacto, graças aos deuses e ao dragão amigo de Vael. Na verdade, ainda estou impressionado, não conheci muitas pessoas que tinham dragões como amigos, talvez até eu tenha tido algum amigo dragão, mas ele nunca revelou sua verdadeira forma, e nossa, como a tutora de Vael era bonita, e isso porque tinha um véu tapando seu rosto, imagina se não tivesse,hum, pensando bem,talvez não...
Chegando em Halruaa, quando fui dar as boas novas, me surpreendi com Ighantor, que também estava lá! Que excelente! Todo o grupo de volta! Eles me disseram que foram abordados por um dirigível de Halruaa dado que tinha uma casa voando no espaço aéreo da cidade. Encontraram um capitão super novo lá, mas com várias rugas nos olhos e alguns monges de alta patente protegendo-o. Aparentemente o Pulgro por vontade própria apareceu e deu um pergaminho para um dos monges do punho sagrado (monges paladinos) ler e então o Ighantor foi trago de volta à vida. Parece que o valor de Ighantor é maior do que todos nós imaginávamos. No fim, cada um foi confabular o que deveríamos fazer a seguir, dado as novas informações sobre o dragão negro Wenix (nome dado pela tutora de Vael), a ligação entre os crintis da família real e o Aboleth sem contar a criação de “Phaerins” dos dois. Theeran falou que eu, Vael, Barundar e ele estaríamos encarregados do dragão e o resto do grupo dos crintis. Ighantor desceu correndo e ia falar alguma coisa, estava com uma expressão que eu nunca tinha visto no rosto antes, como de um revoltado e puto com tudo na vida, mas deu meia volta e se retirou de nossa presença.
Eu comecei a pesquisar sobre as antigas palavras da criação e como isso poderia me ajudar a acabar com essas criaturas de grande poder, retomei as idéias de montar a igreja de Amaunator perto da nossa guilda, mas ainda me faltam poder e dinheiro para tanto e fui requisitar Theeran para que ele encantasse minha armadura para que a mesma pudesse ser colocada em mim com um simples comando, ele disse ser possível então fiquei estudando as palavras de poder com um dos altos sábios de Halruaa, Lady Myllestra,

Discípula de Mystra e tentando ver no que isso me ajudaria. Além disso, cada dia mais peço ao meu Deus que me encha da sua luz e sabedoria para que eu possa ser exemplo e fazer com que outras pessoas o sigam, tentando trilhar o caminho de maior e mais brilhante servo de Amaunator, até porque, imagino ser um dos únicos senão o único nos dias atuais...
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